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• My Life As Myself •

The creator of this blog is currently trying to be a proper adult. Here, they try to figure out life through photography, writing, music and the occasional existential crisis. Enjoy.

• My Life As Myself •

The creator of this blog is currently trying to be a proper adult. Here, they try to figure out life through photography, writing, music and the occasional existential crisis. Enjoy.

The Sand In Our Waves

And I,

I just don't know why

You tell such things

For the world to see your endless magic.

 

But it's trickery,

Nothing but facts thrown around.

Where's the magic 

You used to get to me?

 

I guess it's over now,

But I got my new beginn

ing.

What did you get, my dear?

 

I think it's time we cleaned the sand

Out of our minds.

 

But it's trickery,

Nothing but facts thrown around.

Where's the magic 

You used to get in my mind?


It will never rain again

For you or for me.

 


Love & No More Fears,
TheBassGirl-182

Pre-Vacationing

Os exames estão cada vez mais próximos e o tempo é escasso mas encontrei umas imagens de um dos meus programas preferidos - Bunheads - e achei a mensagem bastante inspiradora e como acho que se relaciona perfeitamente com esta altura do campeonato, a escola a chegar ao fim e a escolha de novos caminhos etc etc, resolvi partilhá-la convosco.

Espero que as vossas férias estejam a ser mais tranquila do que as minhas...

 

 

 

Love & Summertime,

TheBassGirl-182

Elementariedade do Peculiar

Sempre fui uma criança estranha. Mas quem não o foi? Talvez aqueles que parecem não me compreender, apreender, conhecer.

Cresci a meio caminho da cidade e do campo, de cá para lá, volta e meia e troca o passo.

Olhava o mundo com tamanha curiosidade naqueles longos passeios pelo quintal da minha tia. Cada flor, cada erva ou pequeno inseto merecia a minha tentativa de o descodificar.

Sempre gostei de fixar a Lua, e as estrelas a cintilar. Pareciam-me obras de seres extraterrestres, algum tipo de vida inteligente que decidiu criar uma obra de tamanha beleza só para obter a atenção de uma criança trapalhona.

Parti a cabeça duas vezes, em tamanho frenesim. À segunda já tinha capacidade suficiente para também investigar esta. O pequeno fio de sangue vermelho vivo que me escorria da testa, passando pela cana do meu nariz ainda de 2-3 anos, aquele que se refletia no espelho por detrás dos lavatórios no cabeleireiro da minha mãe; aquele de onde os meus olhos não se podiam mover, tal era o interesse por este desconhecido fenómeno.

Talvez tenha sido esta a altura em que parte dos meus neurónios foi danificada, pois as memórias ficam muito vagas e disformes, ainda que me consiga lembrar de umas tantas que causariam tristeza a uma versão mais velha de mim própria.

A aversão não ao mundo, mas ao que ele continha. As pessoas rudes que preferiam levar os outros à sua bolha de solidão do que a tentarem resolver os seus próprios enigmas.

Não eram assim sós as minhas cicatrizes no topo da minha testa e sobrolho, tantas outras debatiam-se dentro de mim tentando corromper o meu espírito. Mas mesmo suprimido e um tanto corrompido, ele aqui ficava, aqui chorava, esperava.

E foi depois de seguir contra a escuridão que pude encontrar um rastilho de luz, aquele restinho de unicidade que se balançava por entre todas as ansiedades que a vida me presenteou.

E é assim que continuo a batalhar hoje. Não parece que o seja, ou que mereça tal honrosa designação. Mas é assim que se sente esta alma inacabada que procura tomar voo de entre as cinzas espalhadas no fundo do abismo.

E eu ainda procuro a razão de ser do mundo, e eu ainda respeito cada ser pulsante, e eu ainda me pergunto se o céu me quer dar asas.

 

 

 

 Love & That One Phenix,

 TheBassGirl-182