Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

• My Life As Myself •

The creator of this blog is currently trying to be a proper adult. Here, they try to figure out life through photography, writing, music and the occasional existential crisis. Enjoy.

• My Life As Myself •

The creator of this blog is currently trying to be a proper adult. Here, they try to figure out life through photography, writing, music and the occasional existential crisis. Enjoy.

Não me apeteceu comprar um diário

Com tempo e ideias a mais só penso nas minhas paixões e em como explorá-las ao máximo.

A predileta sempre foi a música. Não há dia que passe sem ela e é uma grande fonte de inspiração. Tentei fazer algo disso já que toco vários instrumentos; estive alguns meses numa banda com um estilo que agradaria infinitamente a uma versão mais nova de mim própria, não tanto à pessoa que sou hoje. Acabei por perceber que tinha de desistir para poder dar uma oportunidade ao que realmente quero fazer na única vida que tenho, ainda que continue a explorar esse meu lado musical de vez em quando.

A escrita esteve sempre lá para mim, especialmente nos piores momentos; se não tivesse descarregado uma parte do turbilhão que ia na minha cabeça nessas alturas nem sei... Ou simplesmente prefiro não falar disso. Mas é verdade que ainda hoje uso as palavras como escape e tudo o que escrevo está ligado a experiências pessoas e reais.

Captar imagens do que me rodeia e até de mim própria também é uma fonte de expressão que tenho vindo a utilizar cada vez mais. Há uma beleza infinita em algo que fala sem dizer nada.

Mas filmar... não sei. O cinema e a televisão foram sempre tão indispensáveis que acabei por os tomar como garantidos ou simplesmente algo que se vê e não se faz. No entanto, há quase um ano, comecei a querer brincar um pouco com isso. Juntar a imagem, a escrita, até a música que vai fluindo no fundo. Nem sei como virou carreira de sonho, como se tornou um amor tão forte, uma necessidade. O que importa é que gosto mesmo. Podem dizer que não tenho futuro e que vou viver miseravelmente. Já quase não oiço os conselhos de quem é inexperiente no assunto, para ser honesta. Miserável estaria eu se tivesse que escolher algo “seguro”. Não é segura então a minha paixão por uma arte que nunca há de se extinguir? Enquanto este fogo queimar não vou parar de lutar para conseguir o que quero. Enquanto não tenho a oportunidade de estudar a 7ª arte e tudo o que ela envolve, vou explorando o sonho de ser cineasta.

 Há semanas atrás numa das múltiplas conversas descabidas com aquela amiga de sempre – coincidentemente (ou talvez não) a única que se encontra na mesma condição financeira e estudantil que eu – nasceu um projeto. Não sei já quem o disse primeiro mas sempre tive algo parecido em mente – um documentário. Filmar 5 anos da nossa vida, desde a graduação da escola secundária até sermos oficialmente licenciadas; pelo meio, os dois anos que tirámos para juntar dinheiro para as propinas e tantos outros momentos e ritos de passagem para a vida adulta. É um plano complexo, não tanto pelas filmagens mas pela edição de todo o material que vamos acumular. Ter de olhar para trás pode ser doloroso, ainda mais quando a ideia é a de expormos a nossa própria vida, crua e puramente.

Quero fazer com que tudo isto resulte. Gostava de participar em festivais indie; poder mostrar uma realidade a um grupo de pessoas e, quem sabe, fazer alguém ver que não está sozinho.

Acima de tudo, gostava de poder viver mais do que existo.

 

- who

 

 

2 comments

comment