Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

• My Life As Myself •

The creator of this blog is currently trying to be a proper adult. Here, they try to figure out life through photography, writing, music and the occasional existential crisis. Enjoy.

• My Life As Myself •

The creator of this blog is currently trying to be a proper adult. Here, they try to figure out life through photography, writing, music and the occasional existential crisis. Enjoy.

Seis meses passaram a correr.

Confusa sobre o que ser, sobre o que fazer de mim mesma.

Quando me aproximei suficientemente dos meus sonhos, o antigo fervor esfriou calmamente.

Dei por mim a voltar a pensar nos sonhos que tinha há uns anos atrás, quando ainda estava a seguir o caminho esperado de mim, então apenas um inocente veículo tentando fugir às ideias de uma qualquer figura autoritária. 

Não tinha de fazer mais nada senão pensar no que queria alcançar. Mas com os doze anos de estudos obrigatórios completos, tenho de saltar finalmente do precipício do imaginário para o mundo real. 

É intimidante. Ainda para mais encontrando com a mesma variedade de interesses que tinha quando comecei esta jornada. Mesmo tendo a opção de seguir vários caminhos na vida, quando toda a gente nos força a escolher apenas um durante tantos anos, é difícil arranjar força para nadar contra a corrente.

Os meus pais aceitaram o meu desejo de seguir o meu lado artístico profissionalmente, como quem acaba por engolir o sapo que tem estado preso na sua garganta; mas ainda esperam que eu mude de ideias. Ás vezes também eu espero o mesmo.

Crio uma fantasia na qual estou sentada num auditório num universidade prestigiosa, como nos filmes americanos. E gosto dessa fantasia, é mais fácil encaixar-me nas expetativas das outras pessoas. Mas deixo sempre o stress e a agenda caótica de trabalhos e exames fora da fantasia; ainda que faça parte do meu dia a dia tentar aprender o mais que consiga sobre as mais variadas matérias, não me consigo imaginar a voltar a esse mundo tão estrito, tão estandardizado. 

Não consigo lidar com o mundo sem me poder expressar criativamente de mil e uma maneiras diferentes. Sei que pode parecer irrealista, mas tenho de pelo menos tentar perseguir o que me faz feliz, o que faz a minha existência menos dolorosa.

O que quer que seja que me trará esse sentimento, ainda não o descobri. Mas enquanto escrevo este discurso um tanto retórico já decidi dar um passo à frente para o fazer. E se não for este o meu caminho, haverão outros.

Que a sorte esteja comigo.

watercolour.jpg

 

 

comment:

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.